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“As soluções tecnológicas inteligentes ao serviço de um ambiente sustentável”

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“Braga foi mais uma vez palco do Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS), que se realizou no passado mês sob o lema “Utopia”, reunindo “pensadores” e “feitores” de soluções tecnológicas inovadoras capazes de edificar de forma inteligente e sustentável a cidade do futuro, que mais se afigura como a cidade que desejamos hoje.

Segundo dados de 2015, divulgados pelo Eurostat, quase metade dos portugueses (44%) com idade entre os 20 e os 64 anos vivem em cidades, as quais crescem em dimensão e importância. Um número crescente de pessoas nas cidades representa exigências maiores ao nível da mobilidade, telecomunicações, energia, água, resíduos, regeneração urbana e novas infraestruturas. Esta realidade representa enormes desafios no planeamento das cidades e a permanente preocupação dos seus gestores e decisores, responsáveis máximos por garantir o bem-estar e qualidade de vida de cidadãos cada vez mais exigentes e criteriosos.

Pensar estrategicamente e fazer escolhas inteligentes na implementação de solu- ções contribuem para a redução da poluição do ar, redução do congestionamento, melhoria da eficiência energética, aumento da produção de energia, reforço da resiliência, e talvez o mais importante, contribui para a “habitabilidade” da cidade.

Na verdade, a qualidade de vida de uma cidade determina indiscutivelmente a sua própria competitividade. O segredo reside em encontrar as melhores soluções tecnológicas que nos permitam construir uma cidade verdadeiramente inteligente, trazendo verdadeiros benefícios sociais, económicos e ambientais.

Neste contexto, a BRAVAL enquanto empresa multimunicipal, que exerce um papel essencial na valorização e tratamento dos resíduos sólidos dos municípios do Baixo Cávado, tem responsabilidades acrescidas na procura e implementação de tecnologias de informação e infraestruturas consideradas verdes, tendo sempre presente a preocupação pelo impacto dos recursos tecnológicos no meio ambiente.

São exemplos os investimentos realizados em tecnologias capazes de gerar energia renovável, tanto na central de valorização energética do biogás produzido no aterro sanitário, como na unidade de tratamento biológico, através da valorização energética dos resíduos orgânicos biodegradáveis, o qual se traduz num processo de tratamento de resíduos em túneis anaeróbios e aeróbios que convertem material, tais como resíduos alimentares e resíduos verdes e castanhos em biogás e biofertilizante (composto). A BRAVAL procura assim realizar investimentos que consolidem o aproveitamento do valor socioeconómico dos resíduos através da sua valorização como recurso.

Importa referir que a BRAVAL continua a fazer um enorme esforço na implementação de soluções tecnológicas que sejam capazes de contribuir para o crescimento sustentável dos seus Municípios, bem como capazes de responder aos desafios impostos pela transição para uma economia de baixo carbono, assente na preservação e proteção do ambiente e promoção da utilização mais eficiente de recursos. Este esforço materializa-se nas duas candidaturas submetidas no início do ano 2016 ao abrigo do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR), integrado no Portugal 2020, estando previstos, entre outros, investimentos prioritários na (1) aquisição e instalação de um sistema de gestão do nível de enchimento dos ecopontos (telemetria), (2) aquisição de um sistema de gestão de circuitos de recolha e de gestão de frota, (3) remodelação da estação de triagem multimaterial existente, convertendo-a unicamente para a automatização das fileiras do papel/cartão e (4) adaptação da Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico para separação ótica do plástico e metal.

Soluções tecnologicamente avançadas, baseadas em plataformas inteligentes, têm desempenhado um papel cada vez mais central na proteção do ambiente em tarefas como a monitorização, análise de dados, comunicação, armazenamento e recuperação de informação, essenciais para o planeamento, previsão, supervisão e controlo dos processos, considerados essenciais tanto para uma gestão eficiente, permitindo o consumo mínimo de recursos na obtenção dos objetivos (mí- nimo desperdício), como para uma gestão eficaz, permitindo medir o alcance desses mesmos objetivos.

Se quisermos fazer uma viagem no tempo e recuar até 1984 revivemos os desenhos animados “Os Jetsons”, uma simpática família que vive no ano 2062, num futuro repleto de tecnologias inovadoras que facilitam a vida familiar quotidiana, percebemos que atualmente vivemos tempos em que as tecnologias desenvolvidas, muitas delas disruptivas, já não são consideradas futuristas pois estão, e no caso do ambiente em particular, ao seu serviço e contribuem para a construção de um planeta mais sustentável.”

in Diário do Minho, 14/06/2016

“FICIS 2016: sob o tema da UTOPIA”

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“Depois do primeiro FICIS, que decorreu no ano passado, ter tido por tema “A NEW WAY OF THINKING”, foi deliberado que este ano o tema era a UTOPIA, um lema que serviria de mote e de fórmula para o FICIS 2016 celebrar o 500° aniversário da obra de Thomas More, no Theatro Circo.

O FICIS 2016 surge numa altura em que o mundo está em transformação e tem como propósito o reforço da notoriedade das cidades e a sua afirmação no contexto nacional e internacional, enquanto polos de atração com base na inovação para o bem-estar e felicidade das comunidades.

Neste evento, debateram-se um conjunto de temas no domínio das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis.

Uma vez mais mostrou-se como ponto de encontro para especialistas e líderes das Smart Cities orientadas para o futuro, centros de investigação, universidades, empresas tecnológicas nacionais e internacionais e entidades públicas e privadas.

Apresentou a todos os participantes nas conferências uma visão integrada e transversal dos principais avanços para o desenvolvimento inteligente, sustentável e inclusivo das regiões e dos municípios.

Apresentou-se como um fator de promoção no desenvolvimento de parcerias à escala global, numa lógica de rede entre empresas da Euro-região e os seus parceiros estratégicos promovendo sinergias e dinâmicas de negócio.

Cidades, líderes de opinião, decisores, especialistas com ideias e empresas com meios para transformarem as ideias em realidade, todos a partilham o mesmo espaço onde as ideias e os projetos para as Smart Cities se transformam em realidade.

Transitoriamente, a organização do FICIS 2016: sob o tema da UTOPIA evento demonstrou que as Smart Cities não podem existir sem Smart Citizens.

Na conclusão, Ana Fragata, Directora Executiva do FICIS, declarou ao ARRIVA Jornal que “o FICIS 2016 que teve como lema UTOPIA ultrapassou os objetivos e marcou uma nova agenda orientada para o bem-estar e futuro das Comunidades. Congratulamo-nos por termos conseguido superar as expectativas deste projeto ousado e inovador.””

in Arriva Jornal, Maio|Agosto

FICIS ’16