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“Cidades inteligentes e sustentáveis só com uma rede energética digital”

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“A tendência demográfica a que se está assistir à escala mundial vai concentrar nas cidades cerca de 70 por cento da população global. Esse movimento vai colocar «uma enorme pressão» sobre bens como a energia, a água e os transportes públicos.

O alerta foi lançado no Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis, que encerrou ontem, no Theatro Circo de Braga.

A solução para os problemas que se avizinham passam pela criação de uma rede energética digital, com «inteligência» que garanta uma «gestão ativa e flexível» dos recursos.

Entre os grandes desafios que se colocam às cidades do futuro está o avanço para um de gestão de consumo «muito mais eficiente», porque «o aumento do consumo energético vai ser inevitável».

O cenário, que foi apontado para um futuro próximo – o ano de 2040 é a referência para as projeções apresentadas ontem na “Ficis 2016 – vai confrontar a gestão das cidades com um desafio gigantesco. «O grande desafio das cidades do futuro consiste em conciliar a redução do consumo energético com o aumento brutal do número de pessoas com acesso à energia e com os enormes gastos resultantes do crescimento da conetividade », disse Carlos Pelicano, vice-presidente da Schneider Electric, vincando que «os recursos do planeta não são inesgotáveis, pelo que não podemos desperdiçá-los». Carlos Pelicano acrescentou que o caminho para as «cidades inteligentes e sustentáveis» implica a criação de «soluções inovadoras que permitam aos cidadãos e às empresas assegurar os seus objetivos, sem causar problemas de alteração climatérica».

O especialista não esconde o avanço que é preciso conseguir. «Aquilo a que podemos assistir nos próximos 40 anos é algo que só pode ser comparado ao nível de evolução que constatamos nos últimos 40 mil anos», sublinhou, enfatizando a ideia de que «não podemos esquecer que o acesso à energia é um direito e dos pilares em que assenta a qualidade de vida».

O administrador da Schneider enfatizou, no entanto, que «não podemos continuar a desperdiçar energia» como o temos feito até aqui.

«A única forma de sermos mais a consumir, ao mesmo tempo que reduzimos as emissões de dióxido de carbono é triplicar o grau de eficiência», acentuou Carlos Pelicano, estimando que o consumo energético global cresça 25 por cento nos próximos 40 anos.”

“Destaque”

“O futuro das redes energéticas inteligentes vai promover uma interação permanente com os eletrodomésticos.

«Será possível decidir a hora a que se ligam e desligam», disse o diretor de marketing da Efacec. Rogério Paulo antecipa que, «num futuro próximo, a rede convencional de energia será completamente digital e dirigida pelas mais avançadas tecnologias de informação e comunicação.

Também Luís Vale da Cunha preconiza «uma evolução enorme na área digital da rede», com «repercussões positivas na cidade do futuro». O administrador da EDP Distribuição acrescentou que as novas exigências abrem espaço a uma «mudança brutal para as energias renováveis» e defendeu que «os municípios são peça-chave no processo de mudança do consumo energético».”

in Diário do Minho, 26/05/2016

“Utopia da cidade inteligente é a atracção de talento”

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“UTOPIA foi a inspiração da segunda edição do Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS). O reitor da Universidade do Minho apontou a captação de talentos como exigência das ‘smart cities’.”

““A utopia da cidade inteligente é a atracção de talento criador”, defendeu ontem o reitor da Universidade do Minho, António Cunha, no Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS 2016), evento que, durante dois dias, no Theatro Circo, juntou especialistas de várias áreas para perspectivar o futuro das cidades, 500 anos após Thomas Moore ter concebido o Estado perfeito na sua obra literária ‘Utopia’.

Convidado a intervir no painel ‘Utopia: a escala humana da cidade’, António Cunha perspectivou que “os próximos anos vão assistir a revoluções científicas e tecnológicas muito mais frequentes, pelo que “a cidade inteligente (smart city) tem de tirar partido dessas transformações”.

Assim, a cidade inteligente é, também, “a cidade da educação e que se pensa a si própria” para “afirmar-se pela diferença”.

A captação de talento que o reitor da Universidade do Minho sugeriu pode ser comprovada, em Braga, pelo trabalho desenvolvido no Instituto Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), apresentado no FICIS pelo investigador Ricardo Ferreira.

Este físico defendeu que “a ciência pode dar-nos caminhos para alcançar as utopias, competindo as cidadãos definir se queremos evoluir para “mega cidades com carros voadores ou cidades sustentáveis com bicicletas”.

Ora, no INL, por proposta do Município de Braga, os investigadores estão a testar um novo tipo de sensores a instalar em bicicletas para medir a qualidade do ar da cidade. Os novos sensores terão conectividade wireless, serão de uso individual, recarregáveis e sensíveis a vários gases, adiantou Ricardo Ferreira, segundo o qual, “apesar de vivermos num mundo global, os problemas das cidades são locais.

Sensores que não precisam de ser alimentados, já que recolhem a energia do ambiente onde estão envolvidos, são também projectados no INL, prometendo , por exemplo, uma redução de custos na gestão de redes das cidades ou a resolução de constrangimentos mais individuais como a substituição de ‘pacemakers’.

A pensar nos desafios futuros de um Mundo que será capaz vez mais citadino, no INL trabalha- se também no desenvolvimento de soluções para garantir a qualidade da água e recursos alimentares saudáveis.

A cidade inteligente oferece, assim, “soluções tecnológicas para garantir melhor qualidade de vida aos cidadãos”, afirmou o reitor António Cunha.

No entendimento do também presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, a utopia da cidade inteligente implica “uma simbiose com a universidade”.

No caso das cidades médias como Braga, cuja utopia há meio século atrás, era ter uma universidade, a afirmação pela afirmação pela diferença é fundamental. “Estas têm de ter uma marca”, disse.

Fátima Vieira, presidente da ‘Utopian Studies Society Europe’, interveio também no debate ‘Utopia: a escala humana da cidade’para defender, no seio do FICIS, a formação de uma equipa pluridisciplinar que, na próxima edição deste fórum, em 2017, apresente uma reflexão sobre o futuro das cidades inteligentes.

A directora da colecção ‘Nova Biblioteca de Utopias’ considerou importante juntar cientistas e gente da área das humanidades para “pensar as sociedades sustentáveis com todas suas consequências”.

Especialista em estudos sobre a utopia, Fátima Vieira veio ao FICIS defender que esta “experiência de pensamento” – como lhe chamou o físico Ricardo Fereira – “obriga-nos a caminhar, a estabelecer metas”.

No caso do governo das cidades, “é importante que as metas sejam ambiciosas”, cumprindo um “excedente de desejo”.

Ricardo Vieira acrescentou que “qualquer exercício de planeamento urbano só tem sentido se tiver em atenção as repercussões de muito longo prazo”, sendo essencial que os cidadãos sejam chamados a “definir as melhores escolhas””

in Correio do Minho, 26/05/2016

“Gestão da energia é fundamental para qualidade de vida nas cidades”

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“FICIS 2016 promoveu debate sobre a gestão inteligente das redes de distribuição de energia. Maior eficiência melhora qualidade de vida dos cidadãos e ajuda o meio ambiente.”

““Em apenas 35 anos, aproximadamente 70% da população mundial viverá em centros urbanos”.

Se as cidades “fazem parte do nosso futuro”, é urgente “torná-las mais eficientes e sustentáveis”, alertou ontem Carlos Pelicano, da empresa ‘Scheneider Electric’, no debate sobre ‘Inteligência nas cidades’ que contou também, na segunda jornada do Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS), com Luís Vale da Cunha, da ‘EDP Distribuição’, e Rogério Paulo, director de marketing da empresa ‘Efacec’.

Segundo o vice-presidente da ‘Schneider Electric Energy Business & Project Solutions’. questões como a mobilidade, as ‘smart grids’, os edifícios sustentáveis e a gestão de energia são fundamentais para a qualidade de vida das “cidades do amanhã”.

Este especialista estimou que as cidades são responsáveis por 75% do consumo mundial de energia e por 80% das emissões de dióxido de carbono, apontando a migração para as cidades, a digitalização e a industrialização como “três grandes tendências” que implicarão, no futuro, o aumento do consumo de energia e “stress” nas infraestruturas de água, electricidade e transportes. “Só com sistemas inteligentes e conectados será fácil fazer face a estes desafios”, concluiu.

Apesar das três grandes tendências apontadas, Carlos Pelicano afirmou que 1,3 biliões de pessoas continuam ainda sem acesso à energia eléctrica, pelo que, seguramente, “o futuro vai ser mais eléctrico”.

O representante da ‘Scheneider Electric’ considerou que “não podemos continuar a gerir a enegia do planeta como até agora”, sendo que para “reduzir para metade as emissões de dióxido de carbono teremos de ser três vezes mais eficientes” Rogério Paulo, da ‘Efacec’, antevê “uma revolução das redes inteligentes no sector eléctrico com consequências para o cidadão”.

Aquela empresa é especialista a nível global em gestão de energia e automação, liderando actualmente o mercado de carregadores de automóveis eléctricos”, dando conta Rogério Paulo que o crescimento deste mercado não está em equação, apenas se discute quão rápido ele se dará.

O desenvolvimento da mobilidade eléctrica passa também, segundo o quadro da ‘Efacec’, pelo ‘smart charging’, ou seja, pela integração dos veículos eléctricos na rede, funcionando estes como baterias móveis.”

“Redes eléctricas inteligentes ao serviço dos consumidores”

“A ‘EDP Distribuição’ está já a fazer a transição da gestão da rede eléctrica para o digital, adiantando Luís Vale da Cunha, consultor do conselho de administração da empresa, que a mudança que está igualmente a ocorrer para as fontes renováveis cria novas complexidades. O representante da EDP apontou, no FICIS 2016, as novas potencialidades dos postos de transformação inteligentes, nomeadamente ao nível da monitorização do consumo.
“Um serviço de diagramas de carga para empresas e municípios permitirá definir perfis de consumo”, possibilitando estudar reduções de consumo de forma imediata e sem investimento.

Luísa Vale da Cunha destacou a experiência realizada em Évora, em cujo centro histórico foi já instalado um ponto de monitorização do consumo da cidade.

De acordo com este especialista, a gestão das redes eléctricas evoluirá para o local e para a flexibilidade. Carlos Pelicano, da ‘Schneider Electric’, acrescenta que “a evolução do sector vai acelerar”, podendo o consumidor, num futuro próximo, ter a possibilidade de escolher a fonte de energia eléctrica que deseja e a que horas.

Rogério Paulo, da ‘Efacec’, sugere que as opções políticas continuam a ser determinantes na gestão da energia, indicando o exemplo da Alemanha que abandonou a produção de energia nuclear e decidiu “instalar painéis solares em todo o território”.”

in Correio do Minho, 26/05/2016

“Já há soluções para a gestão do tráfego na cidade de Braga”

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“PROPOSTA para a gestão do tráfego automóvel na cidade de Braga partiu da ‘Siemens Portugal’ que sugere um sistema que já está implementado em 18 cidades a nível mundial e pode integrar a priorização do transporte público.”

“A ‘Siemens Portugal’ tem uma proposta para a gestão do tráfego automóvel na cidade de Braga, assente num sistema de ‘cloud’ a que poderá associar-se a priorização do transporte público, de encontro ao projecto BRT que está a ser desenvolvido pela empresa municipal de Transportes Urbanos de Braga.

A proposta foi avançada ontem por Miguel Rodrigues, que trabalha em soluções de mobilidade na ‘Siemens Portugal’, à margem do painel sobre ‘Mobilidade sustentável’ em que participou, em Braga, no âmbito do Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS) 2016.

Miguel Rodrigues identifica em Braga “ideias que estão muito alinhadas com aquele que é o enfoque estratégico da Siemens Portugal” e confirma que já houve contactos com a Cãmara Municipal e com os Transportes Urbanos de Braga para que seja adoptado um sistema de gestão de tráfego moderno.

A proposta para Braga é um sistema alojado na ‘cloud’, ou seja, a ‘Siemens’ aloja o sistema e a cidade paga o acesso a esse sistema.

“Todos os equipamentos que são instalados na cidade, toda a gestão, a complexidade do IT, a segurança da rede de dados e dos servidores ficam a cargo da Siemens e é cobrado como um serviço, diluindo os custos por todos os aderentes a este sistema” explica aquele responsável.

O sistema que é proposto para Braga já está a funcionar em 18 cidades a nível mundial, num total de cinco mil cruzamentos, e com provas dadas.

Miguel Rodrigues garante que “é o maior sistema ‘cloud’ no domínio da gestão de tráfego a nível mundial” a que poderá juntar- se a gestão específica do transporte público.

O ponto de partida para o ‘interesse’ da Siemens em Braga foi uma apresentação do projecto BRT, já que a empresa tem uma solução específica para priorização de autocarros em contexto urbano.

Esta vertente, conjugada com a dimensão da cidade que é relevante do ponto de vista da gestão do tráfego e para a qual a ‘Siemens’ também tem uma solução no seu portfólio, levou a empresa a avançar.

Miguel Rodrigues revela ainda que a empresa tem também uma solução de autocarros eléctricos com tecnologia revolucionária no carregamento, já que o grande desafio tem a ver com o carregamento.

“Por outro lado, há projectos a acontecer na cidade, que têm a ver com projectos europeus, que podem ser conjugados e mais rapidamente poderemos adoptar um sistema de gestão de tráfego” acredita o responsável da Siemens que tem a “expectativa sincera que daqui a um ano poderá ter algo concreto com a Câmara de Braga a funcionar”.

Miguel Rodrigues refere que, a seu tempo, haverá um momento de consulta pública de ideias e, nessa altura, a ‘Siemens Portugal’ aportará as suas soluções tecnológicas.”

“Soluções de mobilidade à medida de cada território”

““Um plano à medida de cada autarquia” é o que propõe o segundo operador nacional a nível de transporte rodoviário que pela voz de Joana Abreu, do gabinente de comunicação da ‘Transdev’, em nome de uma mobilidade sustentável, que ontem foi mote para um painel no âmbito do FICIS 2016.

Joana Abreu justificou: “temos que ser cada vez mais criativos para encontrar soluções para a mobilidade das pessoas, sobretudo em territórios desertificados.

Foi neste contexto que surgiu o projecto SIM (soluções integradas de mobilidade) que a ‘Transdev’está a implementar na zona norte e centro de Portugal, num total de nove acções já implementadas e uma dezena em curso.

A empresa de transporte rodoviário tem definidas cinco soluções que podem funcionar de forma independente ou de forma complementar e, muitas vezes, em optimização com a rede já existente, explicou Joana Abreu.

As soluções propostas pela Transdev vão desde o serviço accionado conforme as necessidades das pessoas às ‘carreiras’ regulares, mas em horários que vão de encontro às necessidades de uma população envelhecida mora longe dos centros urbanos e em lugares dispersos.

Já Paulo Rodrigues, administrador do grupo ‘Miralago/Órbita’, vocacionado para sistemas de uso partilhado de bicicletas em cidades, defende que o desafio é a oferta intermodal e que tem que haver “uma visão holística do sistema”

Paulo Rodrigues reconhece que, “sozinho o transporte bicicleta não é uma solução”. Em cada cidade, é preciso conhecer a realidade local, quais as origens e os fluxos das pessoas, definindo uma solução à medida da população de cada cidade.

O administrador do grupo ‘Miralago’ alertou ainda que só se contabilizam as vantagens ao nível do tempo de viagem e do descongestionamento do trânsito, mas ha também vantagens do ponto de vista da saúde e do ambiente com repercussões ecnómicas relevantes.

Na ‘Siemens Portugal’, a prioridada, em matéria de mobilidade, são as soluções para a gestão do tráfego, apostando na conversão modal.

Entre as soluções estão sistemas de informação que anunciam o número de vagas nos parques de estacionamento, a sua localização e o tempo de demora, até ao destino, se for de autocarro ou de metro.”

in Correio do Minho, 26/05/2016

“FICIS é mais que uma utopia é já um objectivo para 2017”

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“FICIS 2016 encerrou ontem com balanço positivo depois de ter conseguido cruzar o conhecimento e as soluções da investigação e das empresas em prol de cidades inteligentes e cidadãos mais felizes.”

““Onde gostaríamos de ter Braga daqui a dez anos?” A questão foi lançada ontem pelo CEO da ‘Astrolábio’, Adriano Fildalgo, no encerramento do Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS) que, durante dois dias, decorreu no Theatro Circo, em Braga.

Para Adriano Fidalgo, a questão que se coloca, quando se fala de ‘smart cities’ é “pensar a dez anos” para planear “cidades mais inteligentes com cidadãos mais felizes”.

O administrador dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), da empresa municipal que também se associou ao FICIS, Teotónio dos Santos, descreveu “um evento ímpar na cidade, na região e até no país, onde foi possível partilhar conhecimentos e experiências”.

Satisfeito por a empresa municipal se ter associado a esta segunda edição, Teotónio dos Santos pediu que “o FICIS 2017 possa voltar a realizar-se em Braga, já que a cidade não pode prescindir deste património”.

Em jeito de balanço, a directora executiva do FICIS 2016, Ana Fragata, reconheceu que “correu melhor que o ano passado”, dando conta de “uma participação muito interessante com afluência da cidade, em particular dos interessados em ‘smart cities”.

“Notou-se que as pessoas que estavam aqui estavam interessadas, tinham questões e estavam interessadas em saber qual o futuro e qual o nosso lugar nestas cidades, não só Braga, mas as cidades em geral” reforçou Ana Fragata, à margem do encerramento oficial do FICIS 2016.

Outra mais-valia do evento foi ter em Braga “empresas globais, de reconhecido nome a apresentar os seus projectos para as cidades com soluções reais” apontou a directora-executiva.

Pegando na temática do evento ‘Utopia’, assumiu-a como “um objectivo”, congratulando-se por “trazer para uma cidade como Braga esta discussão, pois é uma cidade jovem e com empresas que podem ir na cauda do cometa das grandes empresas que têm produtos e soluções”.

O FICIS permite “lidar com esta panóplia de visões, quer da parte da investigação, da parte das empresas, da parte das humanidades, para tentar chegar a algum lado e todos em conjunto tentar criar soluções que se efectivem em cidades onde as comunidades se sintam mais felizes, com melhor bem-estar”. Para 2017, está já apontada uma terceira edição do FICIS.”

“Desafio da sustentabilidade na regeneração urbana”

“Regeneração urbana à procura de soluções sustentáveis”

““As cidades não são feitas de betão, tijolo e aço, mas de gente”.

A ideia foi deixada ontem por Rui Basto, responsável pelo marketing da ‘Wish Box’, no painel dedicado à ‘Regeneração urbana’, último integrado no Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS) 2016.

O representante da empresa que propõe soluções integradas para a construção defende que num processo de regeneração urbana, “a arquitectura tem um papel relevante, tal como os seus braços armados da construção civil e obras públicas”, mas salvauguarda que “olhar para a cidade apenas do ponto de vista da arquitectura já deixou de fazer sentido”.

Rui Basto convoca para “uma cidadania responsável” e destaca o binómio cultura-criatividade, assumindo esta última como o “novo capital das cidades” e a cultura como o principal eixo da regeneração urbana.

Para este marketeer, “é preciso preparar a cidade para atrair e reter os empreendedores e os criativos e oferecer-lhes um papel relevante na definição da estratégia da cidade em vez dos grandes grupos económicos”.

Numa altura em que as cidades e vilas competem por um título, Rui Basto lembra que “ninguém é atraído para viver numa cidade incaracterística”, defendendo que “a força das cidades reside na sua diferença, tando para quem nelas vive, para quem nelas admite viver e para quem as quer visitar”.

No quadro da regeneração urbana, a reabilitação surge como “um instrumento chave na procura de um desenvolvimento sustentável”, utilizando o que está construído e preservado o que é histórico, apontou ontem o director comercial da ‘Lucios’, Hugo Soares, empresa que fez da reabilitação urbana o seu nicho de mercado.

Na área da reabilitação, esta empresa apostou na inovação e na certificação de qualidade pelo sistema LEED, vocacionado para a construção sustentável.

Hugo Soares referiu-se ao caso de Braga, como cidade com um casco histórico e pedonal considerável, possuidora de um grande número de edifícios históricos, mas também de ‘know how’ no sector da conservação e restauro.

Em matéria de sustentabilidade ambiental, a Corticeira Amorim dá cartas e foi esse testemunho que ontem deixou, em Braga, o representante de uma das empresas do grupo – a Cork Composites – Sérgio Correia que abordou a regeneração urbana pela vertente da sustentabilidade.

Este grupo empresarial está presente na reabilitação urbana, através de materiais sustentáveis, com uma diversidase de aplicações, e sobressai pela sua pegada ecológica negativa, já que o carbono que a floresta de sobro consome é maior que a energia gasta no processo de fabrico.”

in Correio do Minho, 26/05/2016

FICIS ’16