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“Braga quer ser laboratório para cidades inteligentes”

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“O presidente da Câmara de Braga quer que o concelho seja encarado como «um laboratório urbano» ou «um poço de experiências» para a construção das cidades do futuro.”

in Diário do Minho, 25/05/2016

“Braga pretende ser «laboratório urbano para todas as cidades inteligentes do país”

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“O FICIS 2016 coloca, mais uma vez, Braga no centro do debate das questões relacionadas com as cidades inteligentes, dando o pontapé de partida para que a capital do Minho venha a tornar-se um «laboratório urbano» neste domínio”

“O presidente da Câmara de Braga quer que o concelho seja encarado como «um laboratório urbano » ou «um poço de experiências » que permita às entidades que hoje aqui desenvolvem os seus projetos, replicá-los, no futuro, em contextos mais alargados, seja a nível nacional ou internacional.

Ricardo Rio falava durante a sessão de abertura do Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis – FICIS 2016, que ontem e hoje reúne no Theatro Circo, em Braga, um conjunto de personalidades nacionais e internacionais para discutir a temática das cidades inteligentes.

O autarca bracarense recorda que Braga tem vindo a constituir-se como o centro deste debate sobre as cidades inteligentes e sustentáveis, reunindo todos os ingredientes para bem acolher uma iniciativa desta dimensão, «mas sobretudo para juntar agentes que têm um papel decisivo na construção das cidades do futuro».

Adiantou ainda que além destas existe outra caraterística fundamental associada ao seu enquadramento no âmbito do Quadrilátero Urbano, uma vez que «juntamente com Barcelos, Guimarães e Famalicão, reúne uma massa crítica de quase 600 mil pessoas, «formando por isso uma pequena metrópole que pode suscitar diversas oportunidades de intervenção».

Ricardo Rio voltou a lembrar que além da visão estratégica, da visão política da cidade, inerente ao Município, é imprescindível que haja «interlocutores diretos, capacitados para responder a esses desafios», aludindo a um trabalho em rede que tem sido desenvolvido com estruturas como a Universidade do Minho (UMinho) e o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, além do tecido empresarial «que tem olhado também para estas oportunidades como um eixo de negócio extremamente importante».

Mas recordou que, acima de tudo, tem de ser a sociedade civíl, «têm de ser os próprios cidadãos a reconhecer os benefícios, vantagens e ganhos que a construção das cidades inteligentes pode ter para a sua qualidade de vida».

Nesse sentido salientou o percurso que tem sido trilhado pela autarquia neste domínio, criando uma rede de parcerias e envolvendo de forma transversal todo o universo municipal, designadamente os Transportes Urbanos de Braga (TUB), a AGERE e também a própria InvestBraga. Esta última é chamada a intervir, sobretudo no que respeita ao envolvimento de parceiros privados em projetos de interesse público que não reúnem recursos suficientes na esfera pública, percecionando oportunidades e ganhos na construção de uma cidade inteligente.

Envolvimento de parceiros privados

A este propósito realçou ainda que o desenvolvimento de projetos relacionados com as cidades inteligentes exige «significativos investimento que não têm que ser exclusivamente feitos a expensas dos orçamentos municipais».

«Têm que contar com o envolvimento dos próprios parceiros privados, têm de contar com a perceção de que muitos destes projetos têm retorno económico e podem obviamente ser transformados em oportunidades de negócio», sustentou.

Terminou lembrando que a construção de uma cidade inteligente «não é apenas qualificá-la do ponto de vista dos sistemas, produtos e tecnologias que vão ser aplicadas em diferentes contextos», mas antes traduzir-se em medidas articuladas em conjunto com os cidadãos para que todos possam construir uma cidade melhor para se viver».”

“Governo vai financiar «laboratórios vivos»”

“O secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, anunciou, ontem, que o Governo está a preparar um programa de financiamento de um número limitado de «laboratórios vivos» a instalar em cidades portuguesas de média dimensão.

Segundo o governante a ideia é que nas cidades candidatas a este projeto constituam parcerias com instituições científicas de ensino superior, e desenhem um conceito hipo-carbónico para a sua cidade que inclua espaços e também experiências de apropriação de tecnologias.

«A ideia é que seja um conceito integrado e não apenas a sobreposição de tecnologias», sustentou.

Durante a sessão de abertura do FICIS 2016 José Mendes apontou a «descarbonização» como sendo um desafio central das cidades, num mundo que é hoje predominantemente urbano e em que as cidades são responsáveis por 70% do total das emissões carbónicas, pelo que se espera «que tenham um papel importante na descarbonização».

José Mendes anunciou também que Portugal deverá retomar, em breve, o Programa para a Mobilidade Elétrica, do qual foi pioneiro em 2011, altura em que dispunha de uma rede pioneira de carregamento de veículos elétricos.

«Até ao final do ano a rede disporá de 1250 pontos de carregamento », anunciou, lembrando que «a mobilidade elétrica faz sentido quando a eletricidade utilizada é verde», sustentou, acrescentando que «nos próximos cinco anos vamos assistir a uma revolução científica de mobilidade em Portugal».

No decorrer da sua intervenção José Mendes aludiu ainda a uma necessária fusão do físico e do digital, apontando a internet das coisas como elemento criador de condições para uma nova cidade digital, constituindo «um espelho da cidade física».

À semelhança de Ricardo Rio, também José Mendes deixou bem claro em toda a sua intervenção que a ideia principal subjacente a todas as cidades inteligentes tem de ser a conquista de mais qualidade de vida para os cidadãos.”

in Diário do Minho, 25/05/2016

“Braga com condições para estar na linha da frente”

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in Correio do Minho, 25/05/2016

“Smart city exige financiamento “mais integrado e coerente”

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“THEATRO CIRCO acolhe até hoje o Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS). Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, esteve na sessão de abertura.”

“A criação de uma smart city exige signficativos investimentos e apesar dos apoios existirem, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, deixou, ontem, o apelo para que no futuro houvesse “uma linha de financiamento, que olhasse para esta dimensão de criação de cidade inteligente de forma mais integrada e coerente”. A falar na sessão de abertura do segundo Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS), que se realiza até hoje no Theatro Circo, o presidente garantiu que “pelo tecido económico e empresarial, quer pelos centros de investigação e até mesmo pelos cidadãos, Braga reúne em si todos os ingredientes para estar na linha da frente em matérias de sustentabilidade urbana”.

Sob o lema Utopia, o FICIS tem como objectivo o debate e a partilha das mais recentes tendências e inovações que se afiguram capazes de moldar o funcionamento das cidades no futuro próximo. Braga volta assim a receber o FICIS, transformando- -se num ponto de encontro dos mais reputados líderes de opinião, decisores e especialistas em smart cities de Portugal e da Europa.

O presidente da autarquia bracarense desafiou para que no futuro “os processos fossem desenvolvidos de forma mais coerente”, não havendo necessidade de ter que procurar em diferentes programas regionais e nacionais onde se possa encaixar as diferentes iniciativas que se pretendem desenvolver.

“Desenvolver estes projectos exige significativos investimentos e não tem que ser exclusivamente a expensas dos orçamentos municipais, tendo que contar com o envolvimento dos próprios parceiros privados, que têm que ter a percepção que estes projectos têm retorno económico e podem realmente ser transformados em oportunidades de negócio”, alertou Ricardo Rio, constatando que “os apoios que existem não deviam ser tanto reforçados, mas se calhar reestruturados”.

No âmbito do quadro comunitário Portugal 2020, o Município de Braga, continuou o autarca, desenvolveu os planos estratégios para o desenvolvimento urbano. “Estes planos estratégicos permitiram-nos identificar as áreas prioritárias de intervenção e alguns projectos na área da reabilitação urbana, na área da mobilidade e na área do apoio às comunidades desfavorecidas”, lembrou.

Mas para ter uma cidade inteligente, ainda na opinião do autarca, “não basta qualificar do ponto de vista tecnológico, é preciso que os cidadãos queiram que a sua cidade seja mais inteligente”.

E Ricardo Rio, fazendo uma alusão ao tema do encontro, frisou que “a utopia de ontem é a realidade de hoje e a utopia de hoje será certamente a realidade da amanhã, por isso, não faltam utopias para concretizar”.

Perante a realidade, o edil bracarense reforçou a ideia que “é fundamental na própria construção de uma cidade inteligente que os próprios cidadãos tenham necessidade desse upgrade e percebam os benefícios desses projectos para o dia-a-dia e para a qualidade de vida”.

O autarca sublinhou também que “além da visão estratégica e política, as cidades têm que ter no terreno “interlocutores capacitados para responder aos novos e exigentes desafios”.

A sessão de abertura do FICIS contou também com a presença do secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, que avançou que o Governo Português está a preparar financiamento para desenvolver “laboratórios vivos” nas cidades portuguesas. Mobilidade, eficiência energética, iluminação pública, monitorização, smart metering, vigilância ou gestão de resíduos são apenas algumas das áreas que serão incluídas neste pacote de apoio aos municípios. “As cidades interessadas serão convidadas a colaborar com parceiros científicos no desenho de um conceito hipocarbónico, incluindo experiências para a apropriação de tecnologias de baixo carbono”, explicou o responsável.

O secretário de Estado lamentou, entretanto, que a mobilidade eléctrica tenha sido “esquecida”, anunciando a “boa notícia”: “estamos aptos para avançar, até ao final do ano, com a instalação de 124 novos pontos de carregamento normal e 50 pontos de carregamento rápido, passando assim a dispor de 1250 pontos de carregamento, permitindo a qualquer pessoa viajar sem ficar sem bateria”.

No que diz respeito à electricidade verde, José Mendes referiu que, entre Janeiro e Abril deste ano, 90% da energia teve origem renovável, nomeadamente da água, vento e sol. “Há um par de semanas, Portugal conseguiu 100% de electricidade renovável durante 107 horas seguidas, não consumindo electricidade de origem térmica. É um passo significativo, estamos no bom caminho até para reduzir a nossa dependência energética externa”, defendeu.

O secretário de Estado adiantou ainda que as zonas urbanas têm “o grande desafio de descarbonizar todos os sistemas e complexas relações entre elas, surgindo aqui o sistema do espaço público, do espaço construído e da mobildiade, que são estruturantes e estão interligados”.

Portugal, sublinhou ainda o governante, estabeleceu um plano estratégico para desenvolver a mobilidade ciclável nas academias, um projecto que envolveu até agora 17 universidades e 3.330 bicicletas. “A experiência adquirida com este projecto levou o Governo a desenvolver um programa de larga escala para o ensino básico, onde em breve solicitaremos a colaboração e parceria dos municípios”, afirmou o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente.”

in Correio do Minho, 25/05/2016

“Empresas mostram tecnologia “de Braga para o mundo”

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“‘SMART CITIES: IDEIAS PARA O FUTURO’ foi o tema da primeira conferência do FICIS. Responsáveis das empresas Philips e IBM tiveram oportunidade de mostrar trabalho desenvolvido.”

““É um orgulho ter cá empresas de renome internacional e empresas de Braga interessadas nas smart cities”, confidenciou ontem a directora executiva do Fórum Internacionalo das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS), que decorre até hoje no Theatro Circo, momentos antes da primeira conferência que juntou responsáveis das empresas Philips e IBM. “Não há cidades inteligentes sem cidadãos inteligentes.

A tecnologia, só por si, nem sempre leva aos resultados pretendidos. Não vale a pena ter smart cities se os cidadãos não o quiserem e é importante ter empresas a querer contribuir para o bem-estar e qualidade de vida das pessoas”, afirmou Ana Fragata.

Sob o lema ‘Utopia’, numa alusão à obra de Thomas Moore, que comemora este ano o seu 500.º aniversário, o FICIS 2016 tem como objectivo “o debate e a partilha das mais recentes tendências e inovações que se afiguram capazes de moldar o funcionamento das cidades no futuro próximo”, referiu ainda aquela responsável, sublinhando o facto das empresas parceiras “financiarem o evento, o que permitiu o acesso gratuito a todos que estão interessados nas smart cities”.

Peter Zink, director global da Philips Sistema de Iluminação para a cidade, apontou os vários projectos desenvolvidos pela empresa, assegurando que hoje todos nós “esperamos muito mais da tecnologia, havendo necessidade das infra-estruturas públicas estarem o mais conectadas possíveis”. Por isso, “os governos estão a apostar nos serviços em nuvem digital, conseguindo- se já melhores aplicativos para os técnicos que estão no terreno”, acrescentou.

Alexey Ershow, vice-presidente da IBM para as smart cities na Europa, adiantou que desde 2010, a empresa implantou 800 executivos e especialistas de topo em 130 cidades de todo o mundo em áreas como os transportes, os serviços sociais ou o ambiente.

A própria tecnologia IBM Watson tem crescido desde 2011. “Os grandes desafios incentivam a comunidade das ciências da computação a explorar novos limites”, referiu Alexey Ershow, explicando o sucesso do Watson, o sistema da IBM desenhado para responder às perguntas de um dos programas de televisão americana mais importante, chamado ‘Jeopardy’. O sistema representou “uma revelação no processamento da linguagem e a analítica”, assumiu o vice-presidente.”

EXPOSIÇÃO

“Parceiros mostram tecnologia do futuro Ao longo de dois dias, empresas tecnológicas nacionais e internacionais e entidades públicas e privadas reúnem-se no Theatro Circo com o intuito de apresentar uma visão integrada e transversal dos principais avanços para o desenvolvimento inteligente, sustentável e inclusivo das regiões e dos municípios. E a par das palestras sobre os mais variados temas, o Theatro Circo acolhe também uma exposição “muito interessante”, afirmou a directora executiva do Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS), Ana Fragata.

Conseguir trazer a Braga empresas de renome internacional, empresas globais, e também que as empresas locais é “muito positivo”. E Ana Fragata justificou: “o objectivo do FICIS é exactamente esse, mostrar a tecnologia destas empresas globais, mostrar a tecnologia das empresas locais, esperando que todos eles consigam projectos para o futuro”. IBM, Philips, Siemens, Efacec, Astrolábio, TUB, Portlane, Enermeter, PWC e a Arriva são apenas algumas empresas e parceiros que estão presentes na exposição.”

in Correio do Minho, 25/05/2016

“Conceito de cidades inteligentes significa também coesão social”

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“SMART CITIES não se fazem sem coesão social e a resolução de problemas como a pobreza e o desemprego. Debate no FICIS sobre Economia e Governança das cidades.”

“Cidades inteligentes requerem coesão social que resolva o desemprego e a pobreza com sustentabilidade da despesa pública, a fixação de talentos, o desenvolvimento de tecnologias e a tolerância. A tese foi defendida ontem, no Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS) pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares. Num painel sobre ‘Economia e Governança’, que contou também com a participação de António Brochado Correia, da ‘Pricewaterhousecoopers’, o dirigente da Misericórdia portuense declarou que “a economia social é a economia que não desiste. É nos momentos de maior dificuldade que esta aparece”.

Para António Tavares, cidades inteligentes e sustentáveis não são possíveis com pobreza, apontando a vantagem de proximidade que as autarquias têm para acudir a situações de desemprego ou exclusão social que minam a competitividade das comunidades urbanas.

Relevando que o Estado assegura apenas 40% do financiamento das instituições sociais, António Tavares propôs, no FICIS 2016, a descentralização de competências para as autarquias, acompanhada de “uma nova geração de políticas sociais e a complementaridade entre poder local e instituiçõe de solidariedade social”.

Para o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, “solidariedade e economia social são dois pilares da nova geração de políticas sociais, defendendo também que “em cidades saudáveis, o voluntariado faz a ponte entre o poder local e as instituições”.

Aquele responsável apontou o programa de soluções para o envelhecimento que a Misericórdia do Porto está a desenvolver, respondendo ao problema novo da “recusa à institucionalização” por um número crescente de idosos. Este fenómeno social obriga a “respostas e serviços de proximidade”, referiu António Tavares”

“António Correia subscreve que as cidades inteligentes colocam a educação e a cultura nas prioridades”

“Ambiente é a principal preocupação na governação”

“A chamada economia colaborativa pode estar em harmonia com a economia empresarial, garantiu António Brochado Correia, da empresa ‘Pricewaterhousecoopers’, um dos intervenientes no primeiro dia do FICIS 2016.

No painel ‘Economia e Governança, António Correia subscreveu que as cidades inteligentes “preocupam-se também com a cultura e a educação”, a par de uma “liderança consistente, inovação e novas formas de financiamento”.

Atendendo a que mais de 50% da população mundial vive em cidade e que, dentro de 25 a 30 anos, esse índice subirá aos 70%, o representante da PwC, sustentou que as urbes são “motores fundamentais para travar os grandes problemas do mundo actual”.

“O ambiente é a principal preocupação na governação das cidades”, sendo esta a área “onde se julgam necessárias mais transformações”, afirmou.

António Correia referiu também como fundamental no desenvolvimento das cidades inteligentes a reabilitação urbana. “Os desafios das cidades têm de ser vistos de forma integrada” em áreas como a habitação e os transportes, com investimento e envolvimento de entidades públicas e privadas.”

in Correio do Minho, 25/05/2016

“Portugal tem grande potencial de crescimento da economia verde”

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“SOFIA SANTOS, do Conselho Empresarial para o Crescimento Sustentável, identifica no nosso país condições para a criação de riqueza e emprego com o desenvolvimento da economia verde.”

““Portugal tem um grande potencial de crescimento na economia verde. Pode tornar-se num exemplo a nível europeu”, defendeu ontem Sofia Santos, secretária geral do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (BCSD Portugal), no painel sobre Sustentabilidade e Ambiente do Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS).

A autora de ‘A banca em Portugal e a economia verde’ apontou o ‘Compromisso para o Crescimento Verde’, aprovado pelo anterior Governo, como “um bom ponto de partida” para o desenvolvimento de uma política de “descarbonização da economia”, defendendo igualmente novos passos na reforma fiscal verde. Sendo Portugal porventura o país europeu com “mais biodiversidade”, está também “no bom caminho” no que à eficiência energética diz respeito, considerou Sofia Santos, relevando a notícia recente sobre o recorde de quatro dias seguidos de consumo eletricidade em Portugal assegurada por fontes renováveis.

A representante da BCSD Portugal avisou que a opção pela economia verde é um compromisso intergeracional, no sentido em que preserva recursos e qualidade ambiental para as gerações vindouras, mas também significa criação de riqueza e de emprego.

“O desenvolvimento de um país deve assentar na exploração equilibrada dos recursos naturais e na aposta em indústrias com pouco impacto ambiental”, declarou Sofia Santos, relevando que a União Europeia estima um crescimento da economia nos estados membros de 30% até ao ano 2025.

No painel do FICIS dedicado ao tema ‘Sustentabilidade e Ambiente’ º, Chris Thorpe apresentou a plataforma Carbon Disclosure Project (CPD) que reúne mais de 300 cidades de todo o mundo, entre as quais Braga e Fafe , na promoção de oportunidades de negócio verde, aproximando os governos das cidades a entidades financiadoras. Fernando Leite, administrador da LIPOR – Sistema Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto, explicou a opção da empresa pela valorização dos lixos como recurso económico.

“A sustentabilidade é uma componente fundamental do nosso negócio”, declarou o administrador da LIPOR, entendendo como “estratégia acertada de crescimento” a evolução do simples tratamento dos resíduos para a sua valorização, preparando a empresa para “novos desafios” no campo da economia verde.”

“Utopia das cidades feita com inteligência, mobilidade sustentável e regeneração”

“A segunda jornada do Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis prossegue esta manhã, no Theatro Circo, com o painel ‘Utopia: a escala humana da cidade’. A partir das 9h30, Ricardo Ferreira, do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), Fátima Vieira, presidente do ‘Utopian Studies Society Europe’ e António Cunha, reitor da Universidade do Minho e presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, abordam a temática num debate moderado por Adriano Fidalgo, CEO da empresa Astrolábio.”

“Rogério Paulo, da EFACEC, Luís Vaz da Cunha, da Fundação EDP, e Carlos Pelicano, vice-presidente da Schneider Electric, apresentam, no segundo painel da manhã, soluções de ‘Inteligência na Cidade’.

Da parte da tarde (14h30), com moderação de Baptista da Costa, administrador dos Transportes Urnanos de Braga, Paulo Rodrigues, em representação do Grupo Miralago/Órbita, Miguel Rodrigues, da Siemens, e Pierre Jaffarrd, administrador delegado da Transdev Portugal, discutem a ‘Mobilidade Sustentável’, fechando esta segunda edição do FICIS com um painel sobre ‘Regeneração Urbana’, no qual intervêm Rui Basto (Wishbox), Hugo Soares (Lúcios) e Nuno Terrível (Inovação Amorim Cork Composites), moderados por Victor Ferreira, presidente da Plataforma para a Construção Sustentável.”

in Correio do Minho, 25/05/2016

FICIS ’16